Tudo sobre coelhos

ALIMENTAÇÃO

Alimentação Ideal


A alimentação de um coelhinho exige muito cuidado e atenção. Com a alimentação ideal, é possível evitar doenças e garantir o bem estar de um orelhudo, prolongando seu bem estar e expectativa de vida. Alimentação ideal para um coelho consiste em 80% de feno, 15% de folhas escuras e 5% de ração. Você sabe o porque dessas proporções e qual o benefício desses itens na alimentação do seu orelhudo? FENO Sempre o de gramíneas. Por ser uma fonte rica de fibras, auxilia na digestão, função gastrointestinal e no desgaste dos dentes. O sistema gastrointestinal dos coelhos precisa estar sempre funcionando! Geralmente, eles comem de 4 em 4 horas. Por isso é importante ter feno sempre disponível. Tipos de Feno Feno de Gramínea (ex: Timothy, Tifton e Coastcross): O mais encontrado é o oferecido para cavalos! Rico em fibras. Oferecer a partir do nascimento, diariamente e à vontade. Feno de Alfafa: Feno de Alfafa: É uma leguminosa. Rico em calorias e cálcio e pobre em fibras. Por isso, não indicamos para coelhos adultos. No entanto, pode ser oferecido no máximo 1 VEZ por semana e em PEQUENAS quantidades para filhotes de até 4 meses. Feno peletizado: Apesar de fornecer fibras, não ajuda no controle do crescimento dentário, uma vez que a mastigação dos pellets é diferente do feno in natura. Observação: o capim fresco é uma ótima fonte de fibras que pode ser oferecido aos coelhos. No entanto, não ajuda no desgaste dos dentes tanto quanto o feno, que é o capim seco. RAÇÃO Mesmo contendo vitaminas, minerais e proteínas, todas as rações possuem uma quantidade de fibra muito limitada e muita caloria. Alimentação a base só de ração ou com grandes quantidades prejudica os coelhos a longo prazo, pois podem causar obesidade, má oclusão dentária, problemas no fígado e no sistema gastrointestinal. Uma boa ração deve conter no mínimo 18% de fibras, 12-14% de proteínas e 0,5-1% de cálcio em sua composição. Nunca deve-se deixar ração disponível o tempo todo. Limite duas pequenas porções diárias. PROIBIDO: Ração com mix de sementes ou frutas secas (maçã, mamão, banana, milho, amendoim, trigo, ervilha, aveia, alpiste, semente de girassol e outros grãos secos). HORTALIÇAS Ótima fonte de fibras, vitaminas e água. Optar por folhas escuras. Verduras e vegetais que podem ser oferecidos diariamente
Catalônia, Rúcula, Chicória, Almeirão, Hortelã, Manjericão, Rama de cenoura, Escarola, Endívia, Coentro, Erva doce, Capim cidreira, Aipo (salsão), Jiló, Funcho, Folhas de endro, Grama de trigo. Verduras e vegetais que podem ser oferecidos com moderação, ou somente 1x por semana
Folhas de pepino, Acelga chinesa, Folhas de brócolis, Folhas de rabanete, Folhas de beterraba, Agrião, Salsinha (1x por semana), Folhas de mostarda (1x por semana), Couve (1x por semana) Tais alimentos devem ser fornecidos somente uma vez por semana (por terem alto teor de oxalato, que se acumulado em excesso no organismo pode causar retenção de cálcio e pedras no sistema urinário, ou então irritação na pele e boca). Flores e ervas que podem ser oferecidas com moderação: Flor de abóbora, Rosa, Hibisco, Camomila, Calêndula, Lavanda. Verduras e vegetais PROIBIDOS: Alface, Flor de brócolis, Espinafre, Batata, Repolho, Feijões, Favas, Vagem, Ruibarbo IMPORTANTE: várias variedades de alface podem ocasionar diarreia, por isso NÃO recomendamos alface! FRUTAS E GULOSEIMAS Quase não fornecem fibras e contêm alto teor de açúcar. O açúcar causa gases, por favorecer o crescimento de bactérias maléficas no trato gastrointestinal. Portanto, são dispensáveis na alimentação dos coelhos. Caso queira dar como petisco, apenas 1 VEZ na semana e um PEDAÇO bem PEQUENO. Proibidas para coelhos menores de 6 meses. Frutas que podem ser dadas como petisco: banana, manga, melão, mamão, abacaxi, kiwi, morango, nectarina, pera, maçã (sem casca e sem semente), pêssego (sem semente), e cereja (sem caroço e sem semente). ATENÇÃO: nunca oferecer alimentos processados (como bolachas, biscoitos etc.) para coelhos. ERVAS
Quando secas, podem ser misturadas ao feno, uma vez que auxilia em sua aromatização, estimulando o coelho a aumentar o consumo de feno. Ervas permitidas: camomila, hibisco, hortelã, cidreira, manjericão e erva-doce. ÁGUA
Deixar água limpa e fresca, diariamente à vontade. Use sempre água filtrada ou mineral. Importante:

  • Lavar bem os vegetais e sempre oferecê-los crus;
  • Até os 60 dias a alimentação consiste basicamente no leite da mãezinha. Aos poucos os bebês começam a beliscar a comida da mãe. Introduzir novos alimentos bem devagar e em pequenas porções para que não haja disfunção gastrointestinal;
  • Indicamos potes ao invés de bebedouros.




Revolução Fenolística


Hein? O que é isso? O GAC quer fazer uma revolução na vida de todos os coelhos para que comam mais FENO!!! Então venha com a gente, participe desta revolução fenolística e tenha coelhos saudáveis e felizes! Você saberá quais são os benefícios, a importância do feno na vida do seu coelho e como estimular seu coelho a comer feno. Entre nessa revolução! Porque é tão importante que seu dentuço coma feno?
As fibras contidas no feno são RESPONSÁVEIS por manter a boa saúde dental e intestinal do seu coelho! Qual a quantidade?
Muito mesmo, 80% da alimentação TEM que ser FENO! Quais os benefícios?

  • Quantidade de fibra necessária para o bom funcionamento do trato digestivo;
  • As fibras presentes no feno asseguram a boa motilidade do intestino;
  • Cria um ambiente favorável para o crescimento de bactérias do bem que ajudam na motilidade intestinal;
  • Os coelhos ao se lamberem para fazer sua higiene ingerem uma quantidade grande de pelos, o feno é o responsável pela locomoção desses pelos no trato digestivo;
  • Ajuda no desgaste dental, pois o feno funciona como uma lixa, ou seja, o movimento rápido e repetitivo da mastigação do feno causa o desgaste dos dentes e assim controla o crescimento e a má oclusão;
  • O feno satisfaz o desejo de roer, ou seja, ao comerem feno, os coelhos tendem a roer menos os objetos;
  • O feno incentiva comportamentos naturais como forragear e pastar, o que pode diminuir o tédio, aumentar a atividade e proporcionar uma sensação de segurança.
O que acontece com um coelho que não come feno?
Diminui a motilidade gastrointestinal, ocorrendo compactação do bolo alimentar, causando obstrução, acúmulo de pelos, formando grandes compactados que causam obstrução do sistema digestivo. Os dentes crescem muito, causando muita dor e problemas graves de saúde que podem levar a morte, como a osteomielite. Meu coelho não come feno, e agora?
Nós listamos aqui, algumas estratégias para introduzir o feno na alimentação:
  • Aromatização
Você pode misturar o feno com alguma erva seca (manjericão, alecrim, camomila, hortelã, erva cidreira, erva doce) que seu orelhudinho goste. Por exemplo, coloque uma medida de erva-cidreira seca para três medidas de feno. Armazene pelo menos
durante 3 dias em um saco fechado e depois ofereça para o seu dentucinho.
  • Colocar no banheiro
Coelhos adoram fazer bolinhas enquanto comem. Você pode colocar feno do lado do banheirinho que seu peludinho não faz xixi ou em um suporte próximo ao banheiro, onde ele consiga comer enquanto faz as necessidades.
  • Colocar o feno próximo ao local onde ele gosta de descansar
Enquanto ele descansa, vai acabar mordiscando o feno.
  • Crie ambientes
Coelhos amam uma toca, faça uma de papelão (fique de olho para ver se ele não comerá o papelão) e encha de feno. Crie ambientes que seu coelho goste de estar e brincar e coloque feno nestes lugares.
  • Fazer brinquedos com feno
No youtube é possível encontrar vários vídeos explicando como fazer
  • Diminuir a quantidade de ração e folhas
Dar ração e folhas em grandes intervalos. Não deixar a disposição o dia todo. Apenas o feno deve estar o tempo todo a disposição. Assim, se sentirem fome vão acabar comendo o feno.
  • Misturar a ração com o feno
Enquanto ele tenta pegar a ração vai acabar experimentando o feno e vendo que não é tão ruim assim.
  • Feno verdinho e cheiroso
Os orelhudinhos não são fáceis de agradar, eles gostam do feno quando está com aquela coloração mais esverdeada e cheiroso, o que indica que é mais fresco. Tente observar essas características quando for comprar. E como eles são chatinhos, depois
que tira do pacote, não gostam que fique por muito tempo, portanto, troque o feno com frequência. ATENÇÃO!
O melhor tipo de feno para coelhos é aquele mesmo dado a cavalos. A alfafa é uma leguminosa com alto teor de proteína, se usado na alimentação diária pode causar obesidade no seu orelhudo. Além disso, apresenta alto teor de cálcio o que pode causar problemas relacionados ao excesso de cálcio, por exemplo, pedras na bexiga, principalmente em coelhos que já tenham pré disposição genética.
Se depois de todas essas dicas, seu orelhudo continuar se negando a comer feno, procure seu veterinário de confiança, pois ele pode estar com problemas nos dentes!




Plantas Tóxicas


Compilamos uma lista com algumas plantas que são tóxicas para nossos orelhudos:

  • Abacate
  • Alho Poró
  • Alho
  • Alocasia
  • Amararilis
  • Semente de ameixa
  • Antúrio
  • Arruda
  • Arum
  • Azaléia
  • Babosa
  • Beladona
  • Bico de Papagaio
  • Castanhas
  • Cebola
  • Caroço de cereja
  • Cogumelo
  • Comigo ninguém pode
  • Copo de Leite
  • Coroa de Cristo
  • Costela de Adão
  • Cravo
  • Crisântemo
  • Semente de Damasco
  • Dedaleira
  • Erva de Passarinho
  • Espada de São Jorge
  • Eucalipto
  • Folha de batata
  • Folha de tomate
  • Hera Americana
  • Hortência
  • Iantana
  • Lanterna chinesa
  • Lírio da paz
  • Sementes de Maça
  • Maconha
  • Mamona
  • Narciso
  • Orelha de Elefante
  • Papoula
  • Semente de Pêssego
  • Ranúnculo
  • Ruibarbo
  • Sabugueiro
  • Saia Branca
  • Samambaia
  • Tulipa
Ressaltamos que essa lista pode não contemplar todas as plantas que podem causar algum malefício para o seu coelho. Se você tem uma planta que não conste nesta lista não significa que seja segura para seu coelho consumir, procure se informar antes de oferecê-la ou deixá-la ao alcance do seu orelhudo.
Muitas plantas listadas aqui não são totalmente venenosas, apenas partes delas são. A maçã é um bom exemplo: as sementes são venenosas, mas a fruta não. Além disso, as plantas venenosas variam entre os animais. Não presuma que, como um pássaro, um gato ou um cachorro comeu uma planta sem problemas, coelhos podem fazer o mesmo. A toxicidade de uma planta varia e depende de vários fatores, como:
  • Quantidade ingerida
  • Parte da planta que é ingerida
  • Frequência de ingestão
Não confie em seu coelho para decidir por si mesmo quais plantas são prejudiciais. É sempre melhor prevenir! Mantenha as plantas da casa no alto onde seus coelhos não podem alcançá-las e, se possível, em salas nas quais seus coelhos não vão. Se as folhas estão prestes a cair onde seus coelhos podem chegar até elas, corte-as e descarte-as. Se você tem um jardim, quintal ou leva seu orelhudo para passear, certifique-se de identificar se tem alguma planta tóxica que ele possa ingerir. Sinais de que seu coelho pode ter ingerido uma planta tóxica incluem:
  • Problemas intestinais e inflamação
  • Diarreia
  • Perda de apetite
  • Febre ou temperatura corporal baixa
  • Convulsões
  • Letargia
  • Fraqueza
  • Alteração de comportamento
Se você suspeita que seu coelho ingeriu uma planta tóxica, é melhor visitar um veterinário especializado imediatamente!




Ervas Comestíveis


Algumas ervas que podem ser oferecidas são:

• Manjericão
• Hortelã • Endro • Coentro • Camomila • Salsão

São excelentes para tornar a alimentação do seu orelhudo mais saudável. São de fácil cultivo se tornando barato e fácil de se encontrar.

Varie nas verduras e ervas oferecidas ao seu coelho, assim ele não irá enjoar e não se esqueça que à vontade é somente FENO!! Então fique atento as quantidades que dever ser oferecidas!





COMPORTAMENTO

Comportamento e Linguagem dos Coelhos


Bons tutores de coelhos são pessoas dispostas a ter novas experiências, atenciosas e dispostas a aprenderem uma nova linguagem, um novo estilo de vida e um novo código de comportamento. Coelhos são excelentes companhias, mas, como todos os animaizinhos, requerem cuidado, carinho e paciência. Quanto mais convívio você tiver com seu coelhinho, mais você aprenderá a interagir com ele, mais ele vai ficar próximo de você e mais apaixonado por ele você ficará.
Coelhos não latem, não miam e não fazem outros ruídos típicos de comunicação, exceto quando dão pequenas “rosnadinhas” de descontentamento, e podem gritar por dor ou medo. Porém, a linguagem corporal deles pode ser percebida como indicativo de emoções. A descrição de atitudes observadas nesses animaizinhos pode te ajudar a se comunicar com eles. O comportamento mais típico dos coelhos e difundido pelos desenhos animados é a batida no chão com a pata traseira. Os coelhos fazem isso para mostrar que estão nervosos ou agitados. Machos marcam o território com a urina (você pode eliminar o cheiro da urina lavando o local com água e vinagre) e tanto machos quanto fêmeas podem fazer cocô para marcar território. Lembre-se: castração ajuda a resolver este comportamento! Outro fato interessante é que coelhos esfregam o queixo nos objetos ou até mesmo pessoas quando querem “dizer”: isto é meu!
Uma das defesas naturais dos coelhos é correr (bem rápido). Eles conseguem saltar alto e longe. Eles também gostam de treinar corridas e, muitas vezes, gostam de brincar de pega-pega. Correr à sua volta em círculos indica felicidade por sua presença ou indica “me dá comida?!”. Alguns coelhos ainda podem dar umas leves mordidinhas nos seus sapatos, mas você pode ensiná-los dizendo “Não!” em tom firme. Correr e pular contorcendo o corpo é pura felicidade. Coelhos podem pedir carinho (e comida) tão dramaticamente como cachorrinhos pidões, eles olham pra você atentamente, empurram você com o focinho e, às vezes, até mordiscam. Se eles esticarem a cabeça em sua direção, abaixando as orelhas, não deixe de fazer um agrado, ou ele pode se magoar. Coelhinhos cheirando tudo com o pescoço esticado para frente e as orelhas bem viradas para frente significa que estão curiosos e tentando descobrir coisas novas.
Eles também podem ficar em pé para observar e ouvir melhor. Ao contrário, coelhinhos relaxados e tranquilos deitam com a barriga para baixo ou mesmo de lado com as patas traseiras esticadas. Eles também podem parar de mexer o focinho, relaxar a cabeça e fechar total ou parcialmente os olhos. Muitos coelhos não gostam de serem afagados embaixo do queixo, embaixo da barriga e nas patas. Prefira acariciar a cabeça, testa, orelhas ou carinhos longos da cabeça até o final das costas. Não fique desapontado se seu coelhinho não te lamber ou não gostar de colo. Cada um tem sua peculiaridade, mas todos são adoráveis.




Carregando seu coelho no colo


Se seu coelho não gosta de colo, evite carregá-lo. Faça somente quando precisar.
Nunca pegue seu coelho pelas orelhas! Eles sentem muita dor e você pode acabar prejudicando a estrutura e vascularização muito delicada delas.

A forma correta de pegá-los é como na imagem: passando a mão pelo tórax, atrás das patas dianteiras e, com a outra mão, apoiar os membros traseiros e colocar as costas dele encostada em seu peito ao levantar ou, com o coelho de lado, também apoiá-lo na altura do peito. Nessa hora, o coelho pode tentar pular para longe por medo, por isso, crianças devem estar sempre sentadas e sob supervisão, e pessoas não experientes devem posicioná- lo antes de o erguerem a uma altura perigosa. O GAC alerta: Os músculos dos coelhos são fortes para corridas, mas seus ossos são porosos e fracos para impactos, o que torna toda queda um risco à saúde e vida do animal. Em caso de acidentes, recorra a um veterinário especializado de confiança! Não vire seu coelho de barriga para cima, pois ao contrário do que muitos pensam ou dizem, eles não gostam e entram numa espécie de transe ou estado hipnótico (chamado “imobilidade tônica” ou “trancing” em inglês) e não conseguem se mover. O medo é tão intenso que ele pode colocar em risco a saúde do animal.




Entenda seu coelho


  • Gosto de você: lambe a pessoa;
  • Gosto do carinho: enquanto você está o acariciando, ele range os dentes (caso ranja os dentes sem você estar fazendo carinho, significa dor);
  • Estou feliz: corre e pula se contorcendo;
  • Não quero conversar: vira de costas para a pessoa, recusa carinho e guloseimas;
  • Estou nervoso ou agitado: joga longe brinquedos e comedouros;
  • Há algo me perturbando: bate a pata traseira (sinal de alerta);
  • Quero carinho: estica a cabeça com as orelhas abaixadas em direção à pessoa;
  • Preciso relaxar: deita com a barriga para baixo ou de lado com as pernas esticadas;
  • Estou com medo ou dor: chia;
  • Estou com forte dor: range os dentes e baba.
  • Como lidar com coelhos “difíceis” (tímidos, assustados ou bravos)
Cada coelho possui uma personalidade e uma experiência vivida que é única. Por isso, é absolutamente normal que no começo, alguns coelhos ainda não se sintam à vontade em seu novo lar. O segredo nestes casos é ter muita paciência, amor e gentileza.
Se seu coelho for “difícil de lidar” no começo, respeite os seus limites. Uma dica para se adaptar com seu coelho no início é sentar-se próximo a ele e deixar que o coelho venha até você. Faça isso aos poucos e diariamente. Eles são curiosos por natureza, então mais cedo ou mais tarde ele virá te cheirar. Quando perceber que seu orelhudo fica bem com a sua presença, comece a oferecer petiscos pra ele (como um pedacinho de verdura) e tente, gentilmente, fazer carinho em sua cabeça e costas.
Durante esse processo, evite fazer barulhos que possam assustar o coelho, uma dica é colocar uma música calma no fundo. Outra dica é o chão no qual o coelho está, por exemplo, coelhos têm receio de andar em pisos lisos e escorregadios, pois não sentem firmeza caso precisem sair correndo. Nestes casos, forre o chão com papelão ou tapetes (sempre atento para que o coelho não roa).
Repita esse processo por dias, semanas e até meses se precisar.
Mesmo que demore, ganhar a confiança e o amor de um orelhudo é muito gratificante!




Adaptação entre coelhos


Coelhos são animais com instinto social que gostam de viver em grupos na natureza. Coelhos que se adaptaram a viver bem juntos são carinhosos entre si e amam a companhia um do outro. Se você quer adotar mais de um coelho, não se esqueça de considerar e pensar muito bem antes sobre os cuidados e atenção que eles demandam e os gastos com alimentação adequada e consultas veterinárias. Se nada disso é problema para você, então se prepare para aprender um pouco mais sobre o processo de adaptação entre coelhos e ter mais fofura na sua casa! Tipos de combinações de coelhos Pode haver diferentes combinações de coelho, algumas tendem a ser mais fáceis que outras. Se forem coelhos adultos, todos devem ter sido castrados há pelo menos um mês para evitar cruzamento e também para evitar agressividade Seguem alguns exemplos.

  • Adotar coelhos bebês: independente do sexo do animal, bebês que crescem juntos se tornam amigos naturalmente, mas ambos devem ser castrados o mais rápido possível (consultar a opinião do seu veterinário de confiança), antes que os hormônios da maturidade sexual interfiram no comportamento do animal.
  • Adotar coelhos adultos e trazê-los para casa ao mesmo tempo: tende a ser fácil também, independente do sexo do animal, pois para ambos será um território desconhecido e, portanto, neutro. Ambos começarão a explorar o ambiente juntos e a amizade tende a nascer naturalmente a partir deste momento. Mas fique atento, nem sempre isso acontece de maneira natural, e se você perceber que este é o caso, siga as orientações dadas a seguir sobre como fazer a adaptação.
  • Adotar um coelho adulto e um bebê: pode dar certo se o adulto for tranquilo e paciente, mas dependerá da personalidade de cada coelho.
  • Adotar um coelho adulto e trazê-lo para casa onde outro(s) coelho(s) adulto(s) vive(m): este é um processo que requer bastante cautela e paciência por parte do tutor. Geralmente, é mais fácil fazer adaptação de machos com fêmeas (já que é o que ocorre na natureza), mas desde que a adaptação dos orelhudos seja feita de maneira correta, a adaptação entre coelhos do mesmo sexo também dá certo. Se você tem um coelho (ou mais) e gostaria de ter outro, basta seguir alguns passos para fazer com que eles convivam e se tornem grandes amigos!
Os métodos descritos abaixo podem ser usados para mais do que dois coelhos ao mesmo tempo. Passo-a-passo de como introduzir um novo coelho Coelhos tendem a ser territorialistas, então o processo de apresentação e familiarização entre um coelho e outro pode ser complicado a princípio e demorar meses (em média, o processo todo leva uns 3-4 meses). Sendo assim, se prepare para ter um espaço adequado em sua casa para manter o novo coelho separado, e mais importante ainda, escolha um ambiente na sua casa que seja NEUTRO para fazer o encontro dos orelhudos.
  • Ambiente adequado para manter o novo coelho: pode ser um cômodo da sua casa ou um cercado. O importante é o que os coelhos NĀO tenham contato físico nos primeiros dias, mas mantenham o contato visual para começarem a se acostumar com a presença um do outro.
Fique atento que alguns coelhos podem tentar brigar mesmo através das grades. Se isso acontecer crie uma outra barreira de proteção.
  • Interação dos coelhos em um local neutro: a regra do lugar neutro é super importante, pois se o novo coelho for introduzido em um local que seu coelho considera território dele(a), as chances de brigas aumentam muito! Lugar neutro é onde nenhum coelho conhece ou costuma ficar, pode ser um banheiro, abrigo, quarto onde ele(a) não tenha acesso etc. Limite o espaço no começo usando cercado; o espaço ideal deve ser suficiente para caber confortavelmente os coelhos e uma pessoa.
Atenção: apesar de coelhos serem criaturas fofas e meigas, eles podem ser surpreendentemente agressivos. Então esteja pronto para separar possíveis (e prováveis) brigas no começo. Recomendamos luvas grossas, garrafa spray de água e um pano ou cobertor para, se preciso, jogar em cima do coelho agressor e acabar com a briga. Independente do que aconteça, não grite com o coelho (já que eles se assustam facilmente), e muito menos batam nele(a). Isso NUNCA! A melhor maneira de disciplinar um coelho se ele(a) fizer algo ruim é gerar algum som que eles odeiam (como balançar moedas num potinho por exemplo) ou gentilmente empurrar a cabeça do coelho contra o chão por uns 2 segundos, este movimento “diz” pra ele(a) que você é o dominante do bando. As primeiras sessões (encontro dos coelhos) devem ser curtas, uns dez minutos aproximadamente, e na presença do tutor o TEMPO TODO. Algumas dicas para acalmar os coelhos durante o encontro são: escolher um local silencioso e sem interferência de outras pessoas, colocar uma música ambiente calma e dar bastante carinho para ambos orelhudos. Sempre tente finalizar os encontros de maneira positiva, oferecendo algo que eles gostam no final, como um pedacinho da verdura favorita, por exemplo. Isso é importante pois o coelho tem memória, e aprenderá rapidamente a associar esses encontros com algo de bom. Tente fazer sessões diárias, mas lembre-se que o psicológico da pessoa que está conduzindo esses encontros deve ser considerado, então se você teve um dia difícil, está muito estressado ou com pressa, não tem problema pular um ou dois dias. Abaixo vamos apresentar alguns comportamentos dos coelhos durante os encontros que são considerados negativos (e devem ser corrigidos e disciplinados) e positivos/neutros. Comportamentos negativos
  • Agressão: super fácil de notar, os coelhos sibilam, se arranham e se mordem. Alguns sinais antecedem a briga, tais como orelhas para trás e cauda pra cima. Se os coelhos começarem a brigar, interfira usando um borrifador de água, ou separando-os com uma luva grossa ou cobertor;
  • Coelho-tornado: um começa a correr atrás do outro em círculos. Se isso acontecer também interfira conforme mencionado acima;
  • Montagem excessiva: mesmo sendo castrados, os coelhos mostram dominância montando no outro, e geralmente um dos coelhos se torna dominante e outro dominado. Há raras exceções em que nenhum coelho queira ser dominante. É normal o comportamento de montar algumas vezes e isso não tem nada a ver com instintos sexuais. Porém, se há montagem excessiva e mordidas no cangote ao mesmo tempo, interfira. As vezes o coelho tenta montar na cabeça do outro. Não deixe isso acontecer, pois o coelho dominado pode morder as genitais do coelho que está montando, machucando-o e podendo causar ferimentos graves;
Note que mordiscadas leves não são um comportamento agressivo. Essa é uma das formas que os coelhos têm de se comunicar, de pedir atenção e de demonstrar curiosidade. Comportamentos positivos/neutros
  • Ignorar um ao outro;
  • Um lamber o outro;
  • Ficarem juntinhos dando carinho um ao outro.
Algumas atitudes e dicas podem ajudar os coelhos a diminuírem o comportamento negativo entre eles, tais como:
  • Trocar objetos (como brinquedos, cobertor ou potes de água) entre os coelhos, para eles se acostumarem com o cheiro um do outro;
  • Durante os encontros, introduza brinquedos para mantê-los distraídos, isso pode ajudar na interação entre eles;
  • Ofereça comida (feno e vegetais) durante o encontro, para eles associarem com algo bom;
  • Se nada der certo, tente fazer os encontros em outro lugar (que também deve ser neutro).
Alguns coelhos podem apresentar comportamentos negativos durante muitas semanas. Por mais frustrante que seja, lembre-se que ter paciência e persistência nestes casos é a chave do sucesso. Pra alguns coelhos, aumentar o espaço onde se dá o encontro ajuda. Se preciso, tente as diferentes dicas e veja qual funciona melhor para os seus coelhos. Quando parecer que a situação está sob controle, você pode começar a aumentar gradativamente o tempo do encontro. Faça 20 minutos por alguns dias seguidos, aumente para 40 e assim por diante… Vai chegar um dia em que os encontros começam a ficar entediantes para a pessoa. Isso é ótimo!!! Aproveite este tempo para ler um livro ou assistir a um filme. Se os coelhos chegaram num ponto em que não mostram mais comportamentos negativos e parecem usufruir a companhia um do outro, você pode deixar os dois sozinhos a princípio e observá-los de longe. Após dias observando-os e percebendo que eles convivem juntos sem problemas, comece a aumentar o espaço deles gradativamente. O nível de dificuldade e tempo de duração deste processo de adaptação vai ser maior ou menor dependendo do temperamento de cada coelho. Mesmo que demore, especialmente no começo, continue tentando ensiná-los a conviver juntos. A maioria dos coelhos adora ter companhia!





CUIDADOS & HIGIENE

Banho


Meu coelho precisa de banho?
Você sabia que coelhos são autolimpantes? Não? Então vem com o GAC aprender e entender porque coelhos NÃO precisam de banho!
Porque NÃO devo dar banho no meu coelho?
Coelhos são meticulosos e adoram ficar limpinhos. Se você é um tutor observador, já deve ter visto seu orelhudo se limpando (se lambendo) várias vezes ao dia. E se você tem mais de um, com certeza já viu eles limpando um ao outro.
Na natureza, os coelhos são presas e por isso não gostam de se sentirem vulneráveis. Estar submerso na água não é uma situação comum para eles. Por isso, eles tendem a entrar em pânico com a água e podem fraturar um membro ou sua coluna ao se
debaterem tentando sair da água.
Coelhos molhados também podem pegar um resfriado e sofrer de pneumonia, infecções respiratórias, hipotermia, água na orelha pode causar uma infecção no ouvido.
Além disso, coelhos não secam facilmente graças a camada espessa de sub-pelos, o que pode vir a ocasionar uma dermatite. O banho também causa irritação na pele sensível dos coelhos por deixá-la ainda mais seca.
Se você ainda não está convencido de que dar banho no seu orelhudo NÃO É BOM, saiba que o estresse também pode causar problemas como a estase gastrointestinal ou até mesmo um ataque cardíaco. O que eu posso fazer para ajudar meu coelho se manter limpo?
Escová-lo pelo menos 2 vezes na semana. Ah na época da troca de pelos a escovação tem que ser diária! Manter o banheiro e o local onde seu coelho fica sempre limpos! Situações em que o banho é necessário
Em algumas situações, DEVIDO A PROBLEMAS DE SAÚDE, o banho pode ser necessário.
Ficar dando banho vai resolver o sintoma, mas não o problema. É preciso descobrir a causa. Alguns motivos pelos quais os coelhos não conseguem fazer sua higiene são:

  • Problemas dentários;
  • Dor espinhal;
  • Dor artrítica; Coelhos com Paralisia ou Splayleg;
  • Excesso de Peso;
  • Pedras/ Lama na Bexiga;
  • E. cuniculi;
  • Dieta pobre em Fibras e rica em Açúcar;
  • Espaço Insuficiente para permitir a higiene nas partes íntimas.
NUNCA coloque o coelho todo na água. O correto é fazer a higiene apenas das partes que precisam ser limpas.
Uma boa dica é gentilmente passar um lenço umedecido sem álcool e sem cheiro, na região que precisa ser limpa. Depois, escove bem devagar e com cuidado para não machucar a pele e tirar os pelos embolados. Se não ficar 100% limpo, não se preocupe, o orelhudo vai terminar a limpeza. Banho seco
NÃO use nenhum tipo de produto que contenha talco, que é um irritante respiratório e pode até ser cancerígeno.
Banhos secos vendidos em petshops também não são indicados para coelhos.
Tem coisa mais linda do que ver um coelho se limpando?




Cuidado com as unhas


As unhas de coelhos domésticos não se desgastam sozinha, então é nossa responsabilidade como tutores cuidarmos disso.
Coelhos precisam ter suas unhas cortadas de tempos em tempos, para evitar que eles arranhem a si mesmo ou você. Além disso, garras compridas podem causar dores ao coelho quando ele salta, e aumentam as chances de enroscarem no tapete, cobertores e em tecidos no geral. É comum coelhos enroscarem suas unhas e, por instinto, tentarem sair correndo, perdendo assim a unha ou até mesmo podendo
fraturar o dedo, o que pode ocasionar sangramento e muita dor.
Normalmente, o momento para cortar é quando as unhas começam a dobrar ou quando você consegue ouvi-las batendo no chão. A frequência pela qual tutores devem cortar as unhas de seus coelhos é variável, e irá depender de alguns fatores, tais como: velocidade com que elas crescem dependendo do coelho e tipo de chão que o orelhudo costuma pisar. O tempo médio estimado para a maioria dos coelhos é cerca de 2 meses.
Como cortar as unhas do seu orelhudo?
Para cortar as unhas, você pode levá-lo a um pet shop ou você mesmo pode cortar com um alicate apropriado. O único cuidado que deve ter é se atentar à parte rosada das unhas, pois são os vasos sanguíneos dele. Corte sempre um pouco à frente dessa parte rosada para não causar sangramento, pois sangra e dói bastante. Dica: utilize luz de uma lanterna nas unhas para visualizar os vasos sanguíneos. O cuidado deve ser redobrado para coelhos com unhas escuras, já que é mais difícil enxergar; neste caso, o vaso sanguíneo geralmente é mais escuro que a unha. Se for cortar em casa, é bom ter duas pessoas, uma pra segurar o orelhudo e outra pra cortar, mas isso vai depender muito do temperamento do coelho.
Se o coelho estiver muito agitado, você pode enrolá-lo numa toalha, deixar apenas a cabeça para fora, e expor uma pata por vez. Realize esse procedimento em lugares calmos e com boa iluminação, com o auxílio de uma lanterna contra a unha para poder visualizar os vasos sanguíneos. Caso esteja com muito pelo ao redor da unha, assopre, o pelo irá para trás e você conseguirá ver a unha melhor.
Recomendamos que se você ainda não sabe ou não se sente seguro em cortar a unha do seu orelhudo, peça ajuda a um profissional. Consulte um médico veterinário especializado que ele saberá como fazer este procedimento de maneira correta e ainda, pode até mesmo te mostrar como fazê-lo.




Dentes


Você sabia que coelhos têm 28 DENTES que NUNCA param de crescer?
Os dentes crescem cerca de 2 mm por semana, e para mantê-los em uma altura adequada, é muito importante a presença constante de algo no qual o coelho possa gastar seus dentes roendo e mastigando, como o INDISPENSÁVEL FENO, que foi digno de vários posts nossos sobre “REVOLUÇÃO FENOLÍSTICA”.
Portanto, feno deve ser a base da alimentação dos coelhos.

Adicionalmente, tocos e brinquedos de madeira também podem ser oferecidos ao seu orelhudo para ajudar a gastar a “dentaria”.
Se os dentes não estiverem alinhados ou gastos o suficiente, o coelho começará a apresentar problemas de mastigação como má oclusão, dor e até infecções dentárias ou nos ossos da face, além de não conseguirem se alimentar direito, levando a alterações no sistema digestório. Principais causas de problemas dentários e má oclusão são:

  • Alimentação pobre em fibras (falta de feno);
  • Traumas e fratura;
  • Hiper crescimento dentário por excesso de calorias em sua dieta;
  • Deficiência de cálcio e vitamina D;
  • Problemas genéticos (de nascença).
Fique atento a alguns sinais de problemas dentários que seu coelho possa demonstrar, tais como:
  • Parar de comer feno e/ou pellets, e só comer legumes;
  • Comer menos comida em geral;
  • Correr até a comida como se estivesse com fome, farejar e ir embora sem comer. Ter episódios de anorexia que se repetem com frequência;
  • Apresentar umidade ao redor de sua boca ou no queixo, ou um odor azedo vindo de seu hálito ou sua respiração.
Se desconfiar que seu orelhudo esteja apresentando qualquer um destes sinais, por favor leve-o para uma consulta em um veterinário qualificado a atender animais exóticos/silvestres!




Dicas de como usar o banheirinho


e você tem um coelho lindo e saudável e quer ensiná-lo a fazer xixi e cocô no lugar certo, seguem algumas dicas para vocês.
Primeiramente, saiba que idade do coelho influencia nisso. Coelhos que já passaram da fase da adolescência são mais fáceis de treinar. Castração também influencia e muito!!!
Quando coelhos atingem a maturidade sexual (em torno de 4 meses), seus hormônios tornam-se ativos e, portanto, é normal que coelhos(as) não castrados(as) façam xixi e cocô pela casa toda para demarcar território. Castração geralmente RESOLVE isso! Coelhos gastam muito tempo em suas caixas sanitárias, e gostam de comer enquanto fazem suas necessidades, então daremos dicas de como montar um banheirinho delicioso pra eles:

  • Use uma liteira ou bacia de plástico e coloque uma camada de algum material que absorva o xixi, tais como: granulado higiênico de papel ou de madeira. NÃO use areia de gato, pois pode ser tóxico, nem serragem, já que a poeira gerada pode ser prejudicial à saúde respiratória do coelho. NÃO use jornal, pois a tinta dos jornais no Brasil é tóxica;
  • Coloque um punhado de feno (ou verduras) na liteira de plástico. Aqui você pode usar um palete para o coelho não ter acesso ao cocô e xixi, e manter o feno de cima limpinho;
  • Limpe o banheirinho DIARIAMENTE e sempre reponha o feno de cima. Lavar a caixa com água e vinagre é ótimo para tirar o odor de xixi. NÃO use nenhum produto de limpeza com cheiro forte.
Dicas para estimular seu coelho a usar o banheirinho que você montou:
  • A princípio, mantenha o coelho dentro de um cercado com o banheirinho (contendo feno). Não esqueça de deixar também um pote de água;
  • Conforme seu coelho ganha liberdade pela casa, espalhe mais um ou dois banheirinhos no lado de fora do cercado; quanto mais melhor!
  • Aprenda a observar o local onde seu coelho se sente mais seguro para fazer as necessidades. Geralmente eles gostam de algum canto protegido pela parede. Coloque um banheirinho neste local e observe; vá mudando de posição se achar necessário;
  • Mantenha uma rotina de limpeza e reposição de feno. Coelhos aprendem melhor quando uma rotina é estabelecida;
  • Se o coelho fizer xixi/cocô fora, limpe com um papel toalha e pegue as bolinhas, e coloque para dentro do banheirinho. Isto serve como um adestramento;
  • JAMAIS puna seu coelho se ele fizer coisas erradas. Punição só reforça o mau comportamento.




Escovação


Você sabia que em certas épocas do ano escovar o seu coelho se torna um cuidado importantíssimo e necessário?
Os coelhos fazem troca de pelos de tempos em tempos e essa troca pode durar de 2 a 6 semanas (ou mais) dependendo de raça e do indivíduo.
Existem algumas fases da vida para a troca acontecer, como a fase de transição de bebês para a “adolescência” (cerca de 4 a 5 meses de idade), e da “adolescência” para a fase adulta.

Além disso, adultos trocam de pelagem sazonalmente. As trocas de pelagem de adultos são mais visíveis, começando pela cabeça ou costas. Você pode perceber tons de coloração e altura da pelagem diferentes na região de pelo novo para o velho. As trocas também dependem da saúde e alimentação do animal, podendo ser induzidas se o coelho passar por algum tipo de estresse. Nas épocas de início de inverno e verão, a escovação dos animais se torna essencial, pois a quantidade de pelos que caem da troca é maior. Essa grande quantidade de pelos pode ser ingerida conforme o animal se limpa, podendo causar problemas no estômago e intestino, impedindo a passagem do alimento e/ou saída das fezes e casos graves podem levar à morte.
O feno que já deve compor a dieta base destes animais, ajuda a prevenir ocasionais problemas causados pela ingestão excessiva de pelos. Mas nestas épocas, somente feno pode não ser o suficiente e, por isso, existem vários tipos de escovas nas lojas para animais que podem ser usadas em coelhos.
Um dos sinais que as fezes dos coelhos podem mostrar quando há falta de escovação são os chamados “colares de pérolas” ou “correntes”. São aparentemente fezes normais, mas que permanecem ligadas entre si por pelos. Isso mostra que os pelos estão em alta quantidade no intestino e não estão conseguindo se misturar perfeitamente com as fezes.
Lembre-se que se seu coelho apresentar sinais de problemas de saúde (como falta de apetite e diminuição/ausência de fezes), você deve levá-lo a um veterinário especializado!




Cuidados com os coelhos no verão


Nosso verão possui temperaturas de extremo calor. Nesta época temos que estar atentos aos nossos bichinhos, pois há um aumento de orelhudinhos que passam mal e podem até ter uma insolação por causa das altas temperaturas! Aqui vão algumas dicas para cuidar do seu coelho no calor:

  • Certifique-se que seu coelho tenha água fresca e limpa sempre a disposição!
  • Potes de cerâmica mantêm a água numa temperatura mais fresca. Você também pode colocar pedras de gelo na água;
  • Ofereça as folhas bem molhadas e geladinhas;
  • Encha garrafas plásticas de 2L com água e congele. Envolva ela com um tecido, para proteger a pelagem do coelho e evitar que fiquem molhados, e coloque no cantinho preferido do seu orelhudo!
  • Coloque um ventilador no ambiente onde seu orelhudo fica. Você ainda pode cobri-lo com um pano úmido para o ar ficar ainda mais fresquinho! Nunca aponte o ventilador diretamente para o seu coelho e SEMPRE se certifique de que ele está fora do alcance do seu peludinho. Ah, lembre-se de proteger os fios!
  • Se o chão onde seu orelhudinho fica não é de piso frio, você pode colocar uma peça de piso de cerâmica, por exemplo, assim ele terá um lugar fresquinho para se deitar e esticar!
  • Você pode molhar um pedaço de tecido com água fria, espremendo bem para retirar o excesso de água, e passar suavemente sobre as orelhas do seu coelho.
  • Se o seu coelho fica dentro de casa, mantenha as cortinas puxadas, se o sol bater na janela. Isso ajuda a manter a temperatura mais baixa.
  • Você pode comprar um tapete gelado. Observe se seu coelho não tenta roer o mesmo.
  • Se seu coelho fica em uma área externa, certifique-se de que ele tenha uma área sombreada para se abrigar.
  • As altas temperaturas são favoráveis para o aumento no número de parasitas, como pulgas e carrapatos que podem fazer mal ao seu orelhudo. Fique atento para alterações de comportamento como coceira, descamação da pele e inquietação.
  • Nosso verão costuma ser chuvoso. Se o seu orelhudo fica do lado de fora, certifique-se que ele tem um lugar coberto e seco para se abrigar. Como eles têm muitos pelos, demoram para se secar. O coelho molhado pode pegar doenças de pele, como fungos e resfriados!
  • NUNCA, nunca mesmo, mergulhe um coelho em água fria para resfriá-lo, pois isso pode matá-lo. NUNCA dê banho, para maiores informações, leia nossa matéria sobre “porquê não se deve dar banho em coelhos”.




Cuidados com os coelhos no inverno


Coelhos domesticados, por serem de origem europeia, toleram bem o frio. Durante o inverno, os orelhudos são bastante ativos e cheios de energia!
A pelagem dos coelhos no inverno é mais espessa e densa para ajudar a manter a temperatura corporal. Suas orelhas também contribuem para regular a temperatura, por isso ficam geladas no frio. Desta maneira, orelha gelada não significa necessariamente
que seu orelhudo está com frio.
Mesmo assim devemos tomar alguns cuidados e protegê-los da mudança brusca de temperatura. Como?

  • Mantendo o coelho dentro de casa. NĀO o deixe dormir fora de casa (quintal, jardim, garagem, varanda). Se costuma soltá-lo em locais externos, faça isso somente de dia, pois à noite a temperatura cai e fica muito frio para eles;
  • Abrigando o coelho em locais protegidos do vento, umidade e chuva (isso vale para o ano inteiro);
  • NĀO colocando roupas no coelho, pois provavelmente ele vai roer o tecido e isso poderá causar obstrução intestinal, lavando até ao óbito em casos mais graves;
  • Caso o chão do local que ele fique seja muito gelado, opte por tecidos finos, não muito quentes e que não soltem fios: tatames, placas de EVA, edredons, ou até mesmo colchonetes de cachorros. Certifique-se SEMPRE que ele não vá comer o tecido;
  • Coelhos tendem a comer mais no inverno para manter a temperatura do seu corpo. Então é hora de deixar BASTANTE feno para o seu orelhudo. Além disso, o feno ajuda a aquecer o animal;
  • Evitando tosar seu coelho no inverno;
  • Não dando alimentos gelados. Tire as verduras da geladeira pelo menos 30 minutos antes de oferecer ao seu coelhinho;
Fique atento a espirros constantes, coriza, secreção no nariz ou nos olhos, perda de apetite e/ou pelos arrepiados. Se notar qualquer um desses sintomas ou qualquer mudança de comportamento, leve-o ao veterinário especializado imediatamente!





SAÚDE & CUIDADOS

Estase Gastrointestinal


Estase gastrointestinal, ou GI, é um dos problemas de digestão mais comuns entre os coelhos e uma das maiores causa de morte. As principais causas da GI são:

  • Alimentação errada (dieta com pouco feno e muita ração)
  • Falta de exercício (por isso é importante que seu coelho viva solto ou em cercado com espaço suficiente para ele se locomover livremente)
  • Estresse (ex: mudança de rotina, de ambiente ou muito barulho)
  • Dor de alguma doença que eles não demonstram ter (ex: dor no dente, infecções ou gases)
Os sintomas mais comuns são:
  • Falta de apetite/sede
  • Ausência de fezes, ou fezes muito pequenas e escuras e/ou malformadas
  • Abdômen inchado e rígido
  • Letargia
  • Orelhas geladas
No entanto, a GI nem sempre é evidente nos coelhos, principalmente nos estágios iniciais da doença. Coelhos, por serem presas, tendem a esconder sua dor para não parecerem vulneráveis ao predador. Infelizmente, são incontáveis as histórias de pessoas que dizem “meu coelho estava bem ontem, mas hoje mal comeu e morreu subitamente”. Por isso, preste atenção em seu orelhudo!!!
Caso você identifique alguns dos sintomas acima, é crucial levar o seu coelho ao veterinário o mais rápido possível, pois em questão de horas a doença pode agravar e muito, além de ser causa de muito sofrimento ao orelhudo. E lembre-se, jamais tente medicações caseiras, pois pode piorar o quadro de saúde do coelho, só um veterinário especializado é capaz de avaliar e tratar estase gastrointestinal adequadamente!




Sarna em coelhos


A sarna é causada por ácaros, que são parasitas minúsculos que geralmente cavam túneis sobre a pele. Existem diversas espécies diferentes de ácaros, no Brasil temos 3 mais comuns em coelhos (Psoroptes cuniculis, Chorioptes cuniculis e Sarcoptes scabiei var. Cuniculi). De acordo com a espécie, podemos ter diferentes tipos de sarna, com diferente sintomalogia e áreas do corpo afetadas. SINTOMAS Sarna auricular A sarna auricular é a mais comum em coelhos e pode ser causada pelos ácaros Psoroptes cuniculis e Chorioptes cuniculis. Os sintomas causados por ambos os ácaros são bem parecidos.

  • O primeiro sintoma perceptível é uma alteração no comportamento. O coelho começa a inclinar a cabeça para um dos lados, geralmente o mais acometido, sacudir a cabeça frequentemente e a coçar as orelhas. Ao coçarem repetidamente as orelhas, eles acabam se ferindo;
  • no início, notam-se pequenas “escamas” de coloração branco acinzentadas que são firmemente aderidas a pele;
  • ocorre também uma irritação na pele do ouvido, uma vez que os ácaros ficam no interior dos condutos auditivos, se instalando profundamente na pele. Essa irritação ocasiona a formação de crostas de coloração marrom e podem até tampar completamente o conduto auditivo;
  • a infecção pode se espalhar mais profundamente no ouvido, causando a ruptura da membrana timpânica e subsequente otite (infecção no ouvido interno). Isso pode ser acompanhado de inclinação da cabeça (head tilt);
  • se não tratada, pode causar falta de apetite e emagrecimento rápido do coelho.
Sarna sarcóptica
A sarna sarcóptica é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. Cuniculi e acomete locais diferentes. O mais comum é que os primeiros sintomas sejam vistos no focinho e nas patas do animal, e caso o animal não seja tratado, as lesões acabam por se alastrar para o resto do corpo, em casos mais avançados pode até mesmo acometer as genitálias. Os sintomas são:
  • focinhos com crostas marrons e por isso deformados, o que pode ocasionar dificuldade respiratória;
  • perda de pelo ao redor do local afetado;
  • coceira e lesões ao redor da área afetada, devido ao ato repetitivo de se coçarem. Em casos severos, alguns coelhos chegam a se auto-multilar, o que ocasiona feridas e infecção bacteriana secundária;
  • quando o coelho apresenta lesões próximas a boca, pode haver emagrecimento devido a inapetência causada pela dificuldade de se alimentar;
  • em casos mais graves e não tratados, o coelho pode apresentar anemia e
  • diminuição de glóbulos brancos no sangue, ficando letárgico e vir a óbito
  • dentro de algumas semanas.
DIAGNÓSTICO Inicialmente, o diagnóstico pode ser difícil e um exame visual pode não ser suficiente para confirmar a presença de ácaros. O ideal é, ao perceber qualquer um dos sintomas mencionados, procurar imediatamente um veterinário de exóticos/silvestres, que fará os exames e procedimentos necessários para o diagnóstico correto. TRATAMENTO Nunca use medicamentos por conta própria ou usados em outros pets, eles podem ser letais para seu coelho!
Se diagnosticada precocemente, o tratamento das sarnas é relativamente simples e apresenta excelentes resultados. Geralmente dura entre 2 ou 3 semanas, que é tempo total de desenvolvimento do ácaro. Costuma ser realizado por via oral ou injetável. O veterinário também pode prescrever algum medicamento para ajudar na melhora das lesões. Porém, o sucesso do tratamento e a recuperação do animal vão depender do tempo no qual a doença demorou para ser diagnosticada pelo veterinário. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores serão os resultados e menor o sofrimento do coelho. As consultas de rotina são de extrema importância para o diagnóstico precoce.
Nunca arranque as crostas em casa, elas geralmente caem sozinhas alguns dias após o início do tratamento. Esse procedimento é extremamente doloroso e deixa a pele erodida. Caso seu veterinário julgue necessário remover as crostas, ele fará no consultório de maneira menos dolorosa possível.
Também é necessário realizar uma limpeza no local onde o coelho vive. Além dos ácaros sobreviverem por um período no ambiente (até 3 semanas), você também pode ser infectado. Em humanos os danos não costumam ser severos, causando apenas coceira. Limpe bem todo o local que o coelho habita e utensílios que usa, incluindo banheiro, caixa de transporte, bebedouro e comedouro, pano, manta ou colchão onde ele se deita. Também é importante descartar todo feno que ficou no mesmo ambiente durante o tempo que o coelho estava infectado. COMO EVITAR Algumas medidas profiláticas podem ser tomadas para evitar o aparecimento de sarnas:
  • manter sempre o local onde seu coelho fica, comedouros e bebedouros extremamente limpos e ventilados;
  • evitar que seu coelho fique molhado e em contato direto com a urina;
  • levar seu coelho para consultas de rotina com um médico veterinário de exóticos/silvestres;
  • fornecer alimentação balanceada com muito feno e variedade de folhas;
  • desinfetar tapetes, almofadas, móveis e outros lugares nos quais os ácaros possam se alojar;
  • descartar de forma periódica as fezes dos banheiros e outros espaços onde o coelho esteja;
  • eliminar os restos de pelo da escova do coelho.




Qual a importância de se ter um veterinário de confiança?


Vocês já pararam para pensar que médicos de humanos estudam para cuidar apenas de uma espécie e que um médico veterinário tem que cuidar de várias espécies, como cachorro, gato, cavalo, ave, macaco, lagartos, jacarés, ratos, coelhos e outros? É muito bicho minha gente!
Então, os médicos veterinários escolhem uma área para se especializar. Por isso é tão importante para quem tem animais que são considerados exóticos ou silvestres, agora mais conhecidos como pets não convencionais, procurarem atendimento especializado!
Se ainda não ficou claro a importância de levar seu coelho em um veterinário de silvestres/exóticos, nós vamos listar as principais vantagens:

  • O profissional especializado possui mais capacidade técnica a respeito do seu orelhudo. Ele conhece todas as peculiaridades de coelhos. É capaz de passar com segurança o jeito correto do manejo, que inclui não só alimentação, como também o ambiente adequado, o comportamento, a importância de exames, de castração, possíveis doenças e afins;
  • Outro ponto comum dos profissionais especializados é a dedicação e a
  • competência extra que possuem nos atendimentos com esses animais. No caso do seu peludinho precisar de uma cirurgia, eles conhecem direitinho a anatomia e fisiologia do coelho. A anestesia por exemplo, não é mais difícil e/ou perigosa que nos tradicionais cães e gatos, porém, possui diversas particularidades que estes profissionais já conhecem. A castração por exemplo, é realizada de maneira diferente das realizadas em cães e gatos, tanto em relação a anestesia, quanto a cirurgia em si e seu pós operatório.
  • Nas visitas rotineiras (o famoso check-up), cria-se um vínculo de confiança entre o médico veterinário, animal e tutor. Nos check-ups, são realizados alguns exames e pode-se detectar problemas precocemente, que se tratados logo no início evitarão problemas futuros;
Nunca deixe para procurar um veterinário no momento de emergência/urgência. É importante que o veterinário tenha um histórico médico do seu coelho para que o diagnóstico e o procedimento a ser tomado sejam mais rápidos.
Na tentativa de ajudar, um profissional não especializado em silvestres/exóticos pode agravar o quadro do animal por não possuir o conhecimento necessário para tal atendimento. Infelizmente, veterinários de exóticos/silvestres recebem muitos casos advindos de profissionais não capacitados.
Em suma, devemos sempre procurar um profissional de confiança, com capacitação para sempre oferecermos o melhor para esses membros tão queridos da nossa família, sejam eles de 2, 4, 6 ou nenhuma pata!




Vacinas


Todo mês de Agosto tem a campanha de vacinação contra raiva em cães e gatos, e com isso, surge uma dúvida muito comum: COELHOS PRECISAM TOMAR VACINAS? A resposta é curta: NÃO! Não existe protocolo vacinal para coelhos no Brasil.
A explicação é simples: as vacinas contra a raiva comercializadas no Brasil não são específicas para coelhos. Assim, vacinas de raiva de cão e gato não servem para coelhos, pois não são testadas e não têm eficácia comprovada nesta espécie. Além disso, os efeitos colaterais das vacinas contra a raiva em coelhos domésticos podem ser severos, podendo causar até mesmo a morte do animal.
Vale a pena mencionarmos que SOMENTE em alguns países da Europa e na Austrália, existem dois tipos de vacinas que são obrigatórias: mixomatose e doença hemorrágica viral. Porém, essas vacinas não são comercializadas no Brasil.
Assim, se você vive com seu coelho no Brasil, não vacine seu orelhudo! Procure sempre um veterinário especializado!




Vermifugação


Em alguns casos coelhos devem ser vermifugados. No entanto, o vermífugo não é o mesmo que o oferecido a cães e gatos. Somente vermifugue seu orelhudo com o remédio indicado pelo veterinário especializado em animais exóticos!




Castração de coelhos


Devo castrar meu coelho? A resposta é SIM!!!! Principais motivos do porquê coelhos DEVEM ser castrados: Melhora o comportamento do coelho
Coelhos não castrados tendem a ser territorialistas, marcando seu território com urina e fezes pela casa toda. Na “adolescência” se tornam bastante agressivos, alguns chegam a morder. Castrar o seu coelho irá restringir esses comportamentos, além de abolir a agressividade hormonal. Coelhos castrados são mais calmos, limpos, mais fáceis de manusear e de treinar a fazer as necessidades somente em um lugar. Além disso, a castração em fêmeas evita a gravidez psicológica, a qual gera muito estresse para a coelha. Previne doenças como câncer
Diminui consideravelmente o risco de câncer do sistema reprodutivo de fêmeas (ovário, útero, de mama) e de machos (testículos). Assim, coelhos castrados são mais saudáveis e geralmente vivem mais (em média 8-12 anos). Possibilita a adaptação com outros coelhos
Coelhos são animais sociais que geralmente gostam de desfrutar da companhia de outros coelhos. Para que haja adaptação entre eles, um dos pré-requisitos é que os orelhudos sejam castrados, pois os hormônios sexuais de coelhos não castrados irão resultar em brigas por dominância e agressividade. Ajuda a controlar a superpopulação de coelhos
Anualmente, muitos coelhos morrem devido ao abandono e falta de um lar com cuidados. Infelizmente, muitos deles são abandonados na rua, em terrenos baldios, matas, parques etc., onde provavelmente vão morrer de fome, frio, doenças, acidentes de trânsito, ou como presas de outros animais.
A castração diminui a superpopulação, e por consequência, evita o destino triste para muitos orelhudos. Lembre-se que se você permitir a cria de seu coelho, mesmo que somente uma vez, você estará diminuindo as chances de um coelho que está em
abrigo ou lar temporário de ser adotado! Se seu coelho tem 4 meses de vida ou mais e ainda não foi castrado, PROCURE um VETERINÁRIO ESPECIALIZADO de sua confiança (ou com ótimas indicações) o mais rápido possível para realizar a castração de seu orelhudo!





ANTES DE ADOTAR

Fatores a se considerar


Antes de adotar, precisamos considerar diversos fatores como ambiente onde o coelho irá viver, se temos condições financeiras, um veterinário de confiança, entre outros. Coelhos, assim como outros animais, necessitam de amor, atenção e cuidados. Por serem considerados presas, eles são pets bem diferentes de cães e gatos e possuem várias peculiaridades. Assim, ANTES de ter um coelho, verifique se você possui todos os quesitos abaixo. Coelhos não são brinquedos e nem descartáveis, são VIDAS!

  • PACIÊNCIA: coelhos são presas e, por isso, requerem paciência de seus tutores para ganharem a sua confiança. Eles também precisam ser ensinados a fazer as necessidades nos locais corretos e seus tutores precisam ter paciência e amor para ensiná-los.
  • RESPEITO: coelhos são dóceis, carinhosos e ao mesmo tempo têm uma personalidade muito forte. Portanto, os tutores têm que saber respeitar o momento do seu orelhudo quando ele quiser ficar só e quando ele quiser sua companhia e seu carinho.
  • DINHEIRO: coelhos necessitam de uma dieta equilibrada e de qualidade.
  • Precisam de consulta de rotina em veterinário especializado (exótico/silvestre), e isso tem um custo alto $$$.
  • TEMPO: coelhos adoram interação com seus tutores. Adoram brincar e ganhar carinho. Desta forma, tutores de coelhos precisam dedicar um tempo para eles.
  • COMPROMETIMENTO: coelhos podem viver em média até 12 anos. Portanto, neste tempo precisa ter comprometimento com a sua saúde e bem-estar.
  • ESPAÇO: ao contrário do que muitos dizem, coelhos NÃO devem ficar em gaiolas, necessitam de um espaço confortável dentro de casa (protegido de sol e chuva) para ficarem e se exercitarem. O melhor é ficarem soltos e livres pela casa, lembrando que alguns cuidados devem ser tomados para a proteção do coelho, como encapar fios elétricos e manter plantas tóxicas fora do alcance deles.
  • TUTORES SAUDÁVEIS: Verifique sua saúde, se não possui nenhum tipo de alergia aos pêlos dos coelhos, a fim de evitar ter que doá-los ou abandoná-los posteriormente. Se for alérgico e mesmo assim quiser um orelhudo, é sua responsabilidade consultar um médico e procurar tratamentos preventivos de alergia (que são super efetivos)!
Qualquer pessoa PODERIA ter um coelho, mas só PESSOAS RESPONSÁVEIS que possuem todos os requisitos acima + muito amor, DEVERIAM ter!




Seja um tutor responsável


Coelhos são animais lindos, fofos e irresistíveis!
Porém, muitas pessoas adotam (ou compram) sem considerar quão frágeis eles são.
Coelhos precisam de uma alimentação saudável a base de muuuuuito feno e verduras frescas, espaço para se exercitar e cuidados veterinários especializados (veterinário de animais exóticos/silvestres).
Tudo isso requer muito investimento de tempo e amor, e também muita despesa fixa (feno, verduras, ração, banheirinho, casinha, potes de alimentação e consultas de rotina) e variável (castração e caso o animal adoeça)!
Lembre-se que você, como TUTOR que decidiu ter um coelho, é totalmente RESPONSÁVEL pelo bem estar deste animal enquanto ele viver (coelhos vivem em média de 08 a 12 anos).
O GAC recebe com muita frequência casos de coelhos adotados ou comprados que estão com problemas graves de saúde devido a irresponsabilidade e DESCASO de seus tutores, ou de pessoas que por diferentes motivos (situação financeira, mudança de casa ou a famosa desculpa “falta de espaço”) não querem mais ficar com seus coelhos.
Se você optou por ter um coelho, seja CONSCIENTE que aquela vidinha depende totalmente de você, que terá que levar seu coelho em veterinário especializado para castração (se seu orelhudo ainda não for castrado), consultas de rotina, e que ocasionalmente terá que levar ao veterinário se o coelho adoecer (mesmo que a clínica mais próxima seja longe). Garanta a segurança e o bem estar do seu orelhudo!





CONSCIENTIZAÇÃO

Coelhos domésticos NÃO devem ser abandonados na natureza!


Infelizmente, tem se tornado comum o abandono de coelhos na natureza. No caso, em terrenos baldios e até mesmo na rua. Não sabemos ao certo a motivação, se é por pura crueldade ou por falta de informações sobre coelhos domésticos.
A triste verdade é que o coelho não está preparado para se defender e pode ser ferido ou morto por um predador, ficar desnutrido, pegar alguma doença, ficar infestado de carrapatos, ácaros e pulgas, pode ser atropelado e se machucar. O resultado é SOFRIMENTO seguido de MORTE! Os coelhos que conhecemos hoje como pets, foram domesticados por humanos durante séculos. Sendo selecionados aqueles que apresentavam boa aparência, coloração e comprimento de pêlos diferentes, orelhas caídas e outras características adequadas ao “uso” humano como padrão de beleza. Desde o início da domesticação, os coelhos foram dependentes dos humanos para alimentá-los e alojá-los. Ao longo do tempo, importantes instintos e características físicas dos coelhos para se protegerem na natureza foram perdidos, já que coelhos domesticados não precisavam mais dessas habilidades. Assim, eles foram perdendo a capacidade de sobreviver na natureza. ALGUNS DOS PERIGOS E DIFICULDADES QUE ELES VÃO ENCONTRAR Predadores
Na natureza, esses animais se tornam alvos muito fáceis e atraem todos os predadores da área, incluindo gaviões, raposas, corujas, cães, gatos e uma infinidade de outros predadores.
Um fator que prejudica muito os coelhos domesticados na natureza são suas cores de pêlo “criadas pelo homem”. Estas cores dos coelhos domésticos selecionadas pelo homem não se camuflam com o ambiente natural e tornam os coelhos domesticados presas fáceis. Eles não desenvolveram as reações de velocidade relâmpago de que precisam para detectar e escapar apressadamente de um predador. Além disso, os corpos dos coelhos domésticos são mais pesados que os coelhos selvagens, o que os torna mais lentos para escapar de um predador. Dificuldade de encontrar alimento
Um coelho doméstico não sabe forragear, tendo mais dificuldade em encontrar comida na natureza. Além disso, não sabem quais plantas são seguras para comer. Eles também não sabem onde obter água para beber.
Como nossos coelhos domésticos se adaptaram a um esquema de alimentação em cativeiro, eles muitas vezes não se alimentam entre o anoitecer e o amanhecer, se escondendo durante o dia, assim como fazem os coelhos selvagens, se tornando presas fáceis. Formação de colônia
Um casal de coelhos abandonados, não castrados, irá se reproduzir em números exponenciais. Controlar isso pode levar anos e demandar enormes recursos financeiros e de pessoal. Além do mais, o cruzamento entre coelhos da mesma família (chamados endogâmicos) podem causar uma série de problemas de saúde e deformidades. Dificuldade de se adaptar ao clima e de se manterem saudáveis
Os coelhos selvagens vivem juntos e tem tocas (buracos no chão) que eles compartilham e usam para o calor e proteção. Um único coelho não será capaz de construir um abrigo apropriado. Construir uma toca demanda vários coelhos e não pode ser completado em uma hora. Muitos coelhos domésticos não sabem se proteger do sol, frio e chuva. Coelhos molhados podem desenvolver problemas sérios de pele.
Fragilizados pelas condições não ideais, coelhos podem adquirir pneumonia, problemas gastrointestinais (estase e intoxicação), infestação de sarna, carrapatos etc. Além disso, os coelhos também precisam de cuidados gerais de saúde. Seus dentes, por exemplo, nunca param de crescer. Se um coelho não desgasta adequadamente os dentes através da alimentação ideal (muito feno e verduras), eles rapidamente se tornam grandes e doloridos. Isso pode ser fatal.
O ciclo de troca de pelo de um coelho domesticado também pode estar desregulado. Coelhos trocam de pelagem de acordo com a temperatura e os ciclos de luminosidade. Isso significa que, em teoria, no final do outono, a pelagem mais fina cai, dando lugar a uma pelagem mais grossa e densa. É como se eles tivessem um casaco de inverno quente. Porém, coelhos criados dentro de casa não sentem tanto as mudanças na temperatura e na luminosidade e não respondem a este estímulo da mesma maneira que coelhos selvagens. Se você não for mais capaz de cuidar do seu coelho, NUNCA O ABANDONE! É desumano, antiético e configura CRIME! Em vez disso, procure um novo lar, onde ele possa ser amado e cuidado. Esta é a única opção HUMANA!





AMBIENTE PARA O COELHO

Como Adaptar Sua Casa Para Um Coelho?


Antes do orelhudo chegar na nova casa, há alguns cuidados e adaptações que devemos fazer garantir a segurança e bem-estar desses animais tão curiosos.

ARRUMANDO A CASA: se for deixá-lo solto, tampe buracos que eles possam entrar e janelas que eles possam pular (use tela mosquiteira nas janelas). Em varandas e portões vazados, utilize as telas aramadas tipo de galinheiro com espaçamentos pequenos e duros, evitando que o coelho roa. Na cozinha, cuidado com os espaços atrás da geladeira e do fogão, lembrando da mangueira de gás. Portões de metal para bebês ou animais podem ajudar a dividir espaços e impedir o acesso a áreas perigosas.

FIOS: os de alta tensão são extremamente perigosos, pois, caso o coelho roa, pode levar choque elétrico. Por isso, use protetor de fios ou os encape. Utilizar canaletas ou organizador de cabos também podem ajudar. Não se esqueça de proteger as tomadas! Lembrando também dos fios “móveis” de carregadores de celular, notebooks e tablets que devem estar fora do alcance deles.

PLANTAS: observe se você tem plantas que possam ser tóxicas e se seu coelho tem acesso a elas. Proteger os vasos com um cercado ou colocá-los em alturas distantes do chão são boas opções.

ACOMODAÇÃO: o ideal é deixar o coelho livre pela casa ou, ao menos, em um cômodo. Porém, se for necessário deixá-lo em uma área limitada, utilize um cercado ou condomínio e JAMAIS USE GAIOLA.
Gaiolas são pequenas e não possuem espaço suficiente para o coelho fazer tudo o que gosta. O cercado pode ser feito com telas aramadas com espaçamentos (tamanho dos quadradinhos) pequenos – para evitar a saída do orelhudo.

MÓVEIS: cantos de móveis em geral podem ser alvos dos coelhos. Você pode protegê-los os cobrindo com proteções de plástico ou madeira. Caso os coelhos queiram cavar, organize seus móveis para cobrir pontos escavados ou cubra essas áreas (com azulejo ou tapete de sisal não tratado, por exemplo). Rolo de papel com feno ou caixas de papelão podem ajudá-los a não roer os móveis. Outras opções são pinha e brinquedo de madeira sem tinta.





VEJA NOSSOS MANUAIS